quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Os benefícios que tirar férias traz à saúde


As férias no Brasil foram ao longo do tempo uma conquista do trabalhador. O primeiro registro histórico é do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas em 1889  e posteriormente em 1890 os operários da Estrada de Ferro Central do Brasil.
Somente em 1925  as férias foram ampliadas aos demais empregados de outras empresas e demais atividades, quando foram consagradas por lei, mas ainda assim não mantinham a forma como as conhecemos, pois eram de 15 dias e não existia o adicional de 1/3 das férias. Constitucionalmente as férias anuais são registradas a partir de 1934.  
Foi em 1943 com a Consolidação das Leis Trabalhistas que as férias foram dimensionadas com mais propriedade e unificada as diversas leis até então vigentes.
A evolução principal veio em 1977 com as principais atualizações sobre as férias, mais próximas  das que vigoram atualmente.
As férias foram prestigiadas pela Consolidação das Leis Trabalhistas visando desenvolver meios necessários ao empregado para que ele pudesse recuperar as condições físicas e mentais despendidas no trabalho. As férias representavam, inicialmente, um descanso remunerado só com o valor do salário mensal, e, mais modernamente, vêm sida acrescida de um adicional correspondente a 1/3 do valor base do cálculo das férias, permitindo assim que o empregado goze seu período com condições financeiras e atinja o âmago das férias ( eu acho pouco mas fazer o que né? ).
 
 
Ninguém precisa de bons motivos para saber que tirar férias é algo que faz bem. Mas, caso eles sejam realmente necessários, um novo estudo realizado na Inglaterra e divulgado pelo jornal The Daily Mail comprova que alguns dias de descanso podem trazer muitos benefícios para a saúde.
 
Os cientistas descobriram que o simples fato de se desligar por alguns dias e visitar novos lugares é suficiente para diminuir a pressão arterial, melhorar a qualidade do sono e eliminar o stress. Eles também revelaram que os benefícios podem se estender por pelo menos 15 dias após a viagem. Em alguns casos, o bem-estar causado pelos dias de descanso pode chegar a se prolongar por alguns meses.
Por esse motivo, os especialistas recomendam que todo funcionário se desligue durante o período total de férias a que tem direito – já que, na Inglaterra, apenas uma em cada três pessoas aproveita totalmente o benefício.
 
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores sondaram dois tipos de funcionários: aqueles que optaram por viajar (e escolheram a Tailândia, o Peru ou as Ilhas Maldivas como destino) e aqueles que ficaram em suas cidades e continuaram trabalhando.
Ao analisar os dois grupos, foi possível notar que a pressão sanguínea dos viajantes caiu em 6%, enquanto os funcionários que seguiram trabalhando tiveram um aumento de 2% no mesmo período. Quanto ao descanso noturno, os viajantes apresentaram uma melhora de 17% e os trabalhadores perderam 14% da qualidade do sono.
Sobre o stress – a principal doença da vida moderna –, os funcionários que tiraram férias foram avaliados com uma capacidade 29% maior de se recuperar desse tipo de situação. Dentro do mesmo contexto, aqueles que trabalharam sem folga diminuíram 71% da sua capacidade de lidar com o problema.
E se isso não fosse o bastante para entendermos a importância do descanso anual, os testes também  revelaram a diminuição nos níveis de glicose no sangue, diminuição do risco de diabetes, redução de medidas, melhora do humor e dos níveis de energia. E todos esses sinais se mantêm por, no mínimo, duas semanas depois de voltar para casa.
 
A pesquisa foi batizada de “Holiday Health Experiment” e foi conduzida pela agência de viagens britânica Kuoni em parceria com o Nuffield Health, um dos maiores institutos de saúde do Reino Unido.





 
 
 
 


 

 
 

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